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Existe vida digital na sala de aula?

Publicado em 30/11/2015

Existe vida digital na sala de aula?
A sociedade atual vive em plena transformação de hábitos e modelos, o que evidencia cada vez mais o número de pessoas conectadas ao mundo da Internet por meio de dispositivos móveis e os já tradicionais computadores pessoais ou notebooks. Por isso a questão exposta no título é muito pertinente: existe vida digital nas salas de aula? Creio ter que dizer que sim, existe.

No início deste ano, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou uma pesquisa em que mostra mais de 450 iniciativas implementadas em 34 países com o objetivo de aperfeiçoar os sistemas educacionais. Um grande exemplo é a Estônia, país europeu em 33º lugar no ranking mundial do IDH (Índice do Desenvolvimento Humano), enquanto o Brasil está na 79ª posição, e que estabeleceu cinco metas para a educação no país e, uma delas, é o uso de tecnologia digital no processo de aprendizagem, visando atender as demandas do mercado de trabalho.
O psicólogo em educação, David Ausubel, desenvolveu a teoria da Aprendizagem Significativa, em que destaca o ensino como um processo a partir da interação entre conhecimentos novos e ideias relevantes com o arcevo sociocultural do aluno. Outro teórico neste segmento, Jerome Bruner, da área de psicologia cognitiva, defende a abordagem como tema disparador que proponha um tema relacionado ao mundo vivido pelo aluno.

Como os dispositivos móveis já são uma realidade na vivência dos alunos fora do ambiente escolar, o uso dos equipamentos nas salas de aula não traz impacto negativo na condução da aula para o professor, ao contrário, reforça o poder de persuasão do docente para que haja mais engajamento e interatividade no conteúdo explorado (veja aqui um caso real).

Concentrar esforços na formação e preparação do professor deve se tornar a meta principal dos programas educacionais digitais, quebrando a barreira secular da adoção de apenas conteúdos impressos para lecionar. Há um novo momento, em que a tríplice "aluno-tecnologia-professor" está mais integrada que anos atrás, sobretudo porque muitos educadores buscam novas formas de conduzir uma aula motivadora e estimular o senso crítico dos alunos. Outro ponto importante a ressaltar é o uso de material didático sem acessar à Internet, proporcionando mais liberdade e criatividade aos professores para usufruir a tecnologia em diferentes plataformas e a qualquer momento, dinamizando a aula e estimulando a absorção do conteúdo.

Por Equipe EvoBooks (contato@evobooks.com.br)

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