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Mude de atitude e tenha melhores resultados no IDEB da sua escola
Publicado em 15/12/2015
Vivemos em uma era de extrema criatividade, em todas as áreas do conhecimento. Quando se trata dos profissionais ligados à educação, ser criativo não é apenas uma possibilidade, mas talvez o único caminho realmente eficiente para vencer os desafios, manter os alunos motivados e ser um referencial de relevância em tempos de tanta desinformação e dispersão.
Vivemos em uma era de extrema criatividade, em todas as áreas do conhecimento. Quando se trata dos profissionais ligados à educação, ser criativo não é apenas uma possibilidade, mas talvez o único caminho realmente eficiente para vencer os desafios, manter os alunos motivados e ser um referencial de relevância em tempos de tanta desinformação e dispersão. Os esforços dos profissionais desta área, principalmente no que diz respeito à educação básica, serão decisivos nos próximos anos para consolidar uma educação de ponta no Brasil.Mas como é possível medir os resultados destes esforços? Uma das formas é o IDEB,Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir em um só indicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Trata-se do principal indicador educacional brasileiro, e quando bem compreendido, pode elucidar aspectos das instituições que foram bem sucedidas e inspirar outras escolas a replicar e melhorar tudo que foi positivo.
Como é calculado o IDEB?
OIDEBé calculado pela nota que o município obteve na Prova Brasil (que vai de 0 a 300), o índice de aprovação da série avaliada e o tempo que os alunos demoram para concluí-la. Para chegar à média, o MEC transformou todos esses resultados em valores que variam de 0 a 10 e estabeleceu as metas para os próximos anos. Em 2021, a Educação brasileira deverá ter saído dos atuais 3,8 e 3,5 (na 4a e na 8a séries, respectivamente), e chegado ao 6 e 5,5. Esses números saíram da pontuação dos países que ficam na faixa intermediária do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa), como Luxemburgo, Noruega e Alemanha. Mas 6 e 5,5 são a média geral. Cada um dos municípios brasileiros tem sua meta própria, baseada na nota atual do IDEB e nas condições de cada local.
Sendo assim, o que pode dar certo para melhorar o IDEB do seu munícpio ou escola? Abaixo, você confere exemplos de como mudanças simples, que podem ser aplicadas em escolas de qualquer porte, podem fazer toda a diferença no desempenho dos alunos:- Atenção total aos alunos
As escolas que atingem as maiores notas no IDEB quase sempre têm um elemento em comum: dedicação total ao aprendizado do aluno, com atividades extracurriculares e acompanhamento dentro e fora da sala de aula. Dono da maior média entre as escolas públicas no Brasil em 2011, com nota 8,1, oColégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (CApUFPE)se focou no relacionamento entre professores e alunos e tenta mostrar aos estudantes a utilidade do aprendizado em diversas áreas da vida. AEscola Classe 03, no Paranoá, uma das regiões mais carentes de Brasília, conseguiu nota 6,7 no IDEB em 2013 com método semelhante: em vez de só colocar a matéria no quadro, os professores despertam nos alunos a vontade de aprender.- Avaliações constantes
Outro método para verificar de perto o progresso dos alunos é realizar avaliações frequentes, em sintonia com as provas realizadas pelo Ministério da Educação. AEscola Municipal Adolpho Bartsch, em Joinville (SC), atribui a nota de 8,8 no IDEB em 2013 a um simulado de língua portuguesa e matemática realizado a cada 15 dias. AEscola Estadual Doutor Kyrillos, segunda coloca da rede estadual pública de São Paulo no IDEB em 2013, também realiza simulados duas vezes ao ano.- Ensinar de forma criativa
Manter os alunos atentos e interessados em aprender pode ser uma tarefa difícil, e por isso a criatividade pode ser uma ótima aliada na hora de lecionar. AEscola Estadual Duque de Caxiasfoi a primeira colocada em Belo Horizonte (MG) nas últimas três edições do IDEB, sempre com melhoras: obteve 7,5 em 2009, 7,7 em 2011 e 7,9 em 2013, investe, além da atenção integral ao aprendizado dos alunos, em atividades como projetos de leitura e aulas diferentes, como as da professora Marise de Oliveira Rodrigues, que usa um relógio, uma maçã e a história da Branca de Neve para ensinar as crianças a lerem as horas.- Encontros frequentes entre professores, pais e direção
É importante que a direção e os professores tenham total conhecimento do que está causando mais dificuldade no aprendizado dos jovens. Se possível, as reuniões entre os docentes e o comando da escola devem ser diárias, para saber o que se passa com cada aluno. O acompanhamento constante permite que o professor e a direção ajudem melhor o estudante em cada dificuldade. AEscola Classe 314 Sul, também em Brasília, atingiu 7,1 na Prova Brasil (a base do exame) e tem nos seus pilares de ensino a participação dos pais em reuniões, com uma frequência de 80%.- Valorizar o professor
O professor é figura-chave no processo de melhora do desempenho dos alunos, mas também precisa de atenção dos supervisores da escola e apoio para melhorar seus métodos de ensino. É indispensável que o professor tenha condições e estrutura para lecionar e o impacto na melhora do ensino é imediato: aescola Pingo de Gente, em Licínio de Almeida (BA), investiu em capacitação dos professores e ficou entre as oito melhores da Bahia no IDEB de 2013, com 6,9 no Ensino Fundamental I - a maior nota do estado - e 5,3 no Ensino Fundamental II.- Investir em uma integração do ensino ligado aos meios digitais
Foi-se o tempo em que o ensino era feito apenas com livros, cadernos e quadros-negros. Entretanto, a falta de investimento em infraestrutura também é uma realidade em diversas escolas pelo país, mas isso não significa que o ensino multimídia não possa ser incentivado. Inserir meios como vídeos, músicas, textos ou jogos podem ajudar a contextualizar o objeto de estudo à realidade de jovens cada vez mais conectados com o celular e o computador. OsEvoBookssão um excelente recurso digital, com conteúdos em 3D e interativos, produzidos por professores, que podem ser utilizados tanto em casa como na escola, em computadores, tablets e celulares, e ainda sem depender de internet.E você, que práticas implementadas na sua escola ajudaram a melhorar o IDEB? Deixe seu comentário!← Todos os artigos